terça-feira, 21 de maio de 2013

Asilo do Carmo

Eis que já surgem as rugas do Gigante
Um brado ecoa na Planície
Quem passa não ouve
Já se faz um Ancião
Cansado, mal ouve, mal vê;
Esquecido no fim daquele imenso corredor,
geme, geme,geme. 

(Jane Amaral)





Construído em 1846 por Joaquim Pinto Neto dos Reis, o Barão de Carapebus (que foi o primeiro Promotor Público de Campos), e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan) em 1946, o Asilo Nossa Senhora do Carmo/ Casa do Engº Santo Antônio /Solar do Barão de Carapebus/Casa da Fazenda Grande do Beco, foi onde Dom Pedro II assinou o termo para a implantação da luz elétrica em Campos, inaugurando o uso da energia pela primeira vez na América Latina.
 
     Está em ruínas.
     Noticiou-se que com recursos do Fundo Nacional de Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan) faria a reforma.
    
     Estamos aguardando. 

 
Deixa eu falar:  Postado em 21 de março de 2011 por João Pimentel - http://camposfotos.blogspot.com.br
                        Estamos no dia 21 de maio de 2013 e nada foi feito, nem uma telha sequer foi mexida!!

sábado, 18 de maio de 2013





Senhor livrai-me dos que antecipam suas derrotas,
Sem que tenham, algum dia, sequer, pelejado.
Livrai-me das falsas vestais que mesmo diante
Do espelho, 
Só enxergam os vícios alheios.
Não conseguem discernir a luta geral
De suas imediatas e comesinhas vontades.
Sim, porque uma coisa
É a inconfidência, outra é o segredo,
Uma é a ansiedade, outra é o medo,
Uma é a fuga, outra o degredo.
Quanto a mim tolero a crítica por ter errado
Tantas vezes quando lutei.
Trago comigo as cicatrizes do combate
E exponho meu atrevimento ao julgamento do grande Tribunal
Dos que se entendem impecáveis, intocáveis,
Do mais alto degrau de sua inabalável e confortável
covardia cívica.

(FernandoLeiteFernandes)




segunda-feira, 6 de maio de 2013


Reflexão Alada

Sou uma mulher que pensa em partir
Que pensa em amar
Sou uma mulher que pensa em sorrir

Que pensa em voar

Pergunto


Na mão, surge a espada
Mas a boca emudece.
Estremece a Voz que não se cala
E na mão que sempre afaga,
O silêncio e a espera se aliam.
Declaro uma ferrenha guerra comigo.
É como separar
A prata do ouro escondido.
Com o clamor sempre contido
Ainda pergunto:
E se foi o escolhido?