sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Visão Noturna



Vou lá embriagar-me com o carinho do meu aconchego.
No silêncio das paredes,
A madrugada é gelada e já vem outro dia. 
Alguém para conversar? Não quero.
Quero encostar a minha cabeça no colo da calada madrugada,
cobrir-me com a doce solidão.
Ressono ao som dos galhos secos em meu telhado.
É assim que me aqueço
É assim que durmo no meu presente.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

De sonhos e Mistérios ( Clinio Amaral)



Tudo o que um dia sonhei
Pra preencher o vazio
Destilada das nuvens, uma estrela cadente
Apareceu como em sonho e amortizou o veneno
Que me lançava a solidão
Que condenava-me ao ermo

Agora que tenho você
Conheço todo o mistério
Que envolve os amantes e diz respeito aos ciganos
Que tem no amor o encanto e move os nossos desejos
Que aflora de nossa intenção
Que mora na nossa canção.


Ilustração: Bruno Borges

Deixa eu falar: Clínio Amaral é minha carne, meu sangue, meu irmão. O poema foi musicado por ele mesmo. Pena que não consegui salvar o áudio aqui, mas vou dar outro jeito de postar porque a música é linda e aconchegante. A ilustração é do meu sobrinho (primogênito), Bruno Borges, que empresta o seu talento no Brasil e exterior.