sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tão Gente



De sacrifício em sacrifício,
Burlo os meus limites.
Afasto da costa,
Levo uma coça de criar vermelhão.
Na roça, luziam lampião e lamparina
E o pretume sujava o nariz.
Na cidade, faço polir os olhos.
Me embrenho nos asfaltos. Me ralo.
Me jogo, me lanço, me trago.
Sobrevivo do Norte ao Sul
Como alça de cangaço.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Não tema

É asssim...
As minhas mãos não tocam
Eu não respiro o mesmo ar
O meu espírito vai até você
Te acalenta, te inspira, te fortalece
É assim...
No coração há incenso eterno
Te ofereço o perfume da mirra
Te levo a força das avencas.
(Jane Amaral)