domingo, 9 de outubro de 2016

Era assim

A casa grande,
o taco reluzindo na sala
Na cozinha, malhava o piso
A sinhá pedalando na máquina.
Um corredor de flores rosas
encontrava com as mangueiras no quintal
Chovia forte e o vento sibilava
A sinhá largava o pedal
Uma voz fina me chamava;
Eu fugia do furor do vento
E queria, ao menos, atrasar esse tempo.
    (Jane Amaral)

domingo, 17 de abril de 2016

Lua

Era ela;
amarela, prateada, Cinderela
Era luz;
intensa, fugaz, imensa
Era a lua;
majestosa poesia toda sua.
(Jane Amaral)

sexta-feira, 11 de março de 2016

Minha Belaci

Eu cheguei de mansinho
No seu cantinho, aconcheguei
Dormi com a sua ausência
e com o seu aroma nos algodões.
A cada noite rego-te com cristais nos olhos
e acordo no seu terno regaço. 
(Jane Amaral)