" Quando você vai embora, leva a calma da casa e deixa sem vontade de voar as gaivotas que eu tenho no coração."
(Fernando Leite)
Deixa eu falar: Hoje é aniversário deste Poeta campista. Falo campista porque o conheci em Campos-RJ, mas muitos falam que ele nasceu em São Fidélis-RJ. Isso não importa. O que realmente importa é que ele consegue transformar uma simples Flor de Manacá em poesia; um simples olhar, em palavras que nunca se apagam. Ele tem a minha admiração. Sempre teve. Que Deus te abençoe sempre, Poeta Fernando Leite Fernandes.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
A Minha Oração
A minha vergonha me impede de clamar.
Os meus ombros pesam.
As lições são como chibatas
Que ardem no meu corpo velho e suado.
O arbítrio é o meu horror.
Como nômade,
Por longas estradas perambulei.
Cansada,
Por belas cidades pernoitei
E em quantas pedras eu já pisei...
Sob a Tua noite, sob o Teu céu,
Eu dobro os meus joelhos,
Levanto as minhas calejadas mãos
E ponho o meu rosto em terra.
Aceita, Senhor
O meu silêncio como penitência.
(Jane Amaral)
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
(Adélia Prado)
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
(Adélia Prado)
O pecado (o erro cometido) é contra a própria alma e não contra a coletividade. “Portanto, não podemos julgar e tampouco condenar quem errou dizendo:” viu? “E ainda se dizia crente, frequentador de igreja”. Prestemos atenção nisso: “tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” Mateus Capítulo 7 Versículo 5.
POETA QUE É POETA
Poeta que é poeta
Faz bela poesia
Sem levar em conta
O raiar do dia
Sai da madrugada
E recebe o sol
Lembrando-se da noite
Que passou longe do lençol
Criando um verso
Lindo de morrer
Assim ele vai versejando
Até o escurecer
E nesse ciclo de palavras
O poeta vai rimando
Não se esquecendo das cravas
Que só ele vai fincado
No peito dos que lêem
As suas ricas frases
Relatando da vida
Em varias fases
Do nosso cotidiano cruel
Ele tem a habilidade
De tira o gosto amargo do fel
Por: Fernando Paixxão
fernandopaixxao.blogspot.com.br
Assinar:
Comentários (Atom)









