A Minha Oração
A minha vergonha me impede de clamar.
Os meus ombros pesam.
As lições são como chibatas
Que ardem no meu corpo velho e suado.
O arbítrio é o meu horror.
Como nômade,
Por longas estradas perambulei.
Cansada,
Por belas cidades pernoitei
E em quantas pedras eu já pisei...
Sob a Tua noite, sob o Teu céu,
Eu dobro os meus joelhos,
Levanto as minhas calejadas mãos
E ponho o meu rosto em terra.
Aceita, Senhor
O meu silêncio como penitência.
(Jane Amaral)

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