sábado, 28 de setembro de 2013

Esfriquentou


Frio...
Pés e mãos gelados.
Bom para dormir,
Bom para refletir.
Deito na minha cama.
A minha casa aquece.
Não penso em nada. 
O vazio é o meu cobertor. 

domingo, 22 de setembro de 2013

O ipê derramou as flores e um tapete amarelo formou-se sob os pés do menino capixaba

O ipê derramou as flores e um tapete amarelo formou-se sob os pés do menino capixaba. O inverno despediu-se dos curitibanos. Hoje é primavera e o menino privilegiado é o meu (mais novo) amigo, Rodrigo Siqueira. Obrigada pela linda foto.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Fog



O caminho não remove os limites
da força dos valentes.
Ainda que o medo surja como ladrão,
por um breve tempo pode permanecer.
Mas a razão virá como trovão,
Dissipando a poeira ameaçadora.
Ainda assim, não há quem faça
A sombra da muralha
Voltar a te cobrir.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Feliz aniversário, Fernando Leite

" Quando você vai embora, leva a calma da casa e deixa sem vontade de voar as gaivotas que eu tenho no coração."

(Fernando Leite)



Deixa eu falar: Hoje é aniversário deste Poeta campista. Falo campista porque o conheci em Campos-RJ, mas muitos falam que ele nasceu em São Fidélis-RJ. Isso não importa. O que realmente importa é que ele consegue transformar uma simples Flor de Manacá em poesia; um simples olhar, em palavras que nunca se apagam. Ele tem a minha admiração. Sempre teve. Que Deus te abençoe sempre, Poeta Fernando Leite Fernandes.
                                             
                                   

Silenciou

Numa noite escondida,
vejo árvores dançando com o vento gelado.
Fecho os olhos e deixo a brisa congelar o meu rosto.
A Planície está silenciosa.
Não há lua nem barulhos
nem pessoas na praça
Apenas amores fugazes e esquecidos.


quinta-feira, 18 de julho de 2013



Avesso

Sopro o vento
Canto o mar
Pinto o universo
Sou hoje o inverso
Do seu verso
Conjugo um verbo
Que atiça a tempestade.
Sou o temor
Da dor
Que castiga o amor.


(Jane Amaral)


                          A Minha Oração

A minha vergonha me impede de clamar.
Os meus ombros pesam.
As lições são como chibatas
Que ardem no meu corpo velho e suado.
O arbítrio é o meu horror.
Como nômade,
Por longas estradas perambulei.
Cansada,
Por belas cidades pernoitei
E em quantas pedras eu já pisei...
Sob a Tua noite, sob o Teu céu,
Eu dobro os meus joelhos,
Levanto as minhas calejadas mãos
E ponho o meu rosto em terra.
Aceita, Senhor
O meu silêncio como penitência.
(Jane Amaral)