quarta-feira, 25 de julho de 2012


Salve a insana loucura!!


O mundo está completamente louco. É loucura pra tudo quanto é lado.
Eu já sei que estou ficando louca também, porque já não entendo mais o que as pessoas querem falar. Já não entendo mais sangue do meu próprio sangue. Não entendo porque fazemos juras de amor e depois desconjuramos. Não entendo meu próprio passado.
A loucura é tanta que nos fazem de palhaços.
Eu não digo cruz credo nem peço que Deus me livre deste mal porque preciso estar assim para entrar no imenso universo de loucura, que já é a realidade de muitos.
Neste momento, já estou pulando o muro para o lado da insanidade.

terça-feira, 24 de julho de 2012

GENTILEZA
(Marisa Monte)






Apagaram tudo 
Pintaram tudo de cinza 
A palavra no muro 
Ficou coberta de tinta. 

Apagaram tudo 
Pintaram tudo de cinza 
Só ficou no muro 
Tristeza e tinta fresca 

Nos que passamos apresados 
Pelas ruas da cidade merecemos 
Ler as letras e as palavras de gentileza 

Por isso eu pergunto 
A você do mundo 
Se é mais inteligente 
Livro ou sabedoria. 

O mundo é uma escola 
A vida é o circo 
Amor palavra que liberta 
Já dizia o profeta. 

Apagaram tudo 
Pintaram tudo de cinza 
Só ficou no muro 
Tristeza e tinta fresca 

Por isso eu pergunto 
A você do mundo 
Se é mais inteligente 
Livro ou sabedoria. 

O mundo é uma escola 
A vida é o circo 
Amor palavra que liberta 
Já dizia o profeta. 




domingo, 22 de julho de 2012

Se você estiver por Búzios (RJ) nesta data, vale a pena visitar e participar.



Replicando do facebook de Marina Codeço Makhohl
"Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado."


Mario Quintana
No inverno




Quem não tem cão
Caça com vinho.

sábado, 21 de julho de 2012


Instante   
  
Da alma, a calma;
             do coração, a emoção
Assim são os meus momentos:
             jogando fora todos os tormentos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012


Complicação

Amar não é fácil
É como uma borboleta que não consegue sair do casulo,
é como uma lágrima que chega sem avisar.
Amar não é fácil.
Os covardes e hipócritas não amam
Porque amar é árduo.
 “Se fosse fácil”,
todos seríamos verdadeiros guerreiros desarmados.

(Ilustração: Bruno Borges)

terça-feira, 17 de julho de 2012


Saudade 

A dor da lembrança
corrói o peito
não aceito.
Rejeito a esperança
de um dia voltar
a ser  sua criança.
Já foi.
A dor insiste
em ser o  centro
do meu corpo.
O peito arde
como brasa viva.
suspiro...
não adianta
continua aqui !
Espaço Vinicius de Moraes






O marimbondo

Marimbondo furibundo
Vai mordendo meio mundo
Cuidado com o marimbondo
Que esse bicho morde fundo!

— Eta bicho danado!

Marimbondô
De chocolat
Saia daqui
Sem me morder
Senão eu dou
Uma paulada
Bem na cabeça
De você.

— Eta bicho danado!

Marimbondo . . . nem te ligo!
Voou e veio me espiar bem na minha cara . . .

— Eta bicho danado!


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Soneto da separação 

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.  

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.  

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

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Dialética 

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

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A casa

Era uma casa 
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.

Deixa eu falar: esse dispensa apresentações...ou não?




 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Tudo sobre o CHATO:






- "Justiça seja feita. Todo CHATO tem cara de CHATO";


- É aquele que conversa com você, tocando a todo momento em seu braço;


- Faz do mural do facebook, um boteco onde mostra toda a sua crise existencial ou um diário em que diz "partindo para o trampo","no ônibus com a galera...";


- "Quando está com tosse não vai ao médico. Vai ao teatro";


- O pior do CHATO é pensar que os outros nunca têm pressa;


- No trabalho: faz a mesma pergunta diversas vezes ao dia e ainda ri;


- É aquele que interrompe uma boa conversa só para perguntar: "vocês assistiram o tal programa de ontem na tv?";


- "Ele não sabe conversar andando". Para a todo momento e VOCÊ TEM QUE parar  para dar atenção;


- Enfim:


" Cada indivíduo tem o CHATO que merece. É impossível chatear um CHATO. Dois CHATOS da mesma espécie não se CHATEIAM."






O Chato (Oswaldo Montenegro)




Ah, todo chato é bonzinho
nunca nos faz nenhum mal.
Ah, todo chato é calminho
como se faltasse sal.
Ah, todo chato te conta
aonde passou o Natal
e sempre te dá um dica
de onde ir no carnaval.
Ah, todo chato cutuca
pra você prestar atenção,
chama cabeça de cuca
e arranha um violão.
Diz que inventou uma música
e toca as seiscentas que fez
e quando você abre a boca e boceja
ele toca tudinho outra vez.
Ah, todo chato é gosmento
mas não há como evitar.
Eu sou um chato e meu Deus não me aguento
só me tacando no mar.



Deixa eu falar: como diz o próprio autor, "o chato tem uma ingenuidade perene"

domingo, 15 de julho de 2012

O que fazer se sou transparente demais? 



 Eu estava pensado, “aqui com os meu butões”, sobre o fato de ser uma pessoa que deixa transparecer tudo o que tem dentro de mim. Até parece que vivo no interior de uma cabine de raio X, 365 dias por ano, onde todos podem assistir a tudo o que sinto. Isso não me incomoda, de jeito nenhum. Eu não nasci para viver somente para mim. Eu não consigo esconder nenhuma de minhas emoções.
 Eu já fiquei feliz ao comprar um carro. Todos presenciaram.
 Eu já chorei por doença na família, por perda de um ente querido. Todos presenciaram.
 Eu já amei novos e velhos amores. Todos presenciaram.
 Eu já vivi a vida de outras pessoas. Todos presenciaram.
 Este ano, eu já oscilei entre felicidade esfuziante, choro noturno, sorriso matinal e depressão maldita. Todos presenciaram.
 Eu fiquei frustrada ao tentar colocar um passado no presente.  Todos presenciaram.
 Agora, tentarei colocar cada tempo verbal em seu tempo: pretérito passado- ontem; presente do indicativo- hoje; futuro do presente- amanhã.
 Confesso que ainda sou e estou nostálgica de um passado muito, muito longínquo.
 Hoje, o meu coração, de tanto amar, tornou-se transparente. Muitos podem ver, mas somente EU posso sentir.

sábado, 14 de julho de 2012


Ressuscitando o poeta


Em meu coração surge uma sinfonia
Ao escrever a letra dessa canção
Injeto um vírus que contagia
 

A alma que de antemão
Possuem a mente atlética
E correndo as milhas da inspiração
Faz muita frase poética

Em todo tipo de situação
Com o intuito de levantar o morto do sepulcro
Sem a menor pretensão
De conseguir algum lucro
 
E sim com boa intenção
Ressuscitar o morto da sepultura
Para com uma nova instrução
Ele crie versos e amplie sua escritura
 

(Fernando Paixão)

Deixa eu falar: Recebi este poema por e-mail. Fernando Paixão "coroa" com suas obras outros sites e, agora, tenho a honra de replicar neste meu humilde espaço uma de suas poesias, lembrando que não se deve deixar um  Poema e seu autor perecerem. Obrigada, Fernando.

Senhor Deus
Peço que repouse Suas Mãos curadoras,
Salve a inocência.
Fui egoísta, suplicando clemência
No meu turbilhão de tormentos.
Se possível, Deus
Esqueça do meu próprio clamor
Atente os Seus santos ouvidos
Às súplicas que hoje faço
Por este inocente.
Amém e amém.


Deixa eu falar: o meu sobrinho, Martim Gabriel, 11 anos, está internado no Hospital Plantadores de Cana, em Campos-RJ. Ele é paciente renal e a cirurgia para o transplante está marcada para 31.07.2012. Caso continue internado, a cirurgia será adiada para setembro. Resta-nos orar sem cessar.

quinta-feira, 12 de julho de 2012


Medo de Amar é O Medo de Ser Livre


Deixa eu falar: O medo de amar pode cegar. Então, já não vejo.


"Sempre que possível, converse com um saco de cimento. Nessa vida só devemos acreditar naquilo que um dia pode ser concreto." (Bob Esponja)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Saudades de Campos




Desde que comecei a escrever, tornei-me uma viciada incurável. Para isso, não há reza forte que dê jeito e não adianta "joelho no chão, jejum e oração".
Escrever é um modo de amenizar a falta que sinto das minhas raízes.
Tornei-me curitibana? Não sei. 
O silêncio aqui é ensurdecedor. Porém, apaziguador.
Os dias e noites gelados são cruéis para a solidão.
Sou uma campista com saudade de gente campista.Por aqui, tento saciar um pouco desse sentimento que não sei explicar e que não há nem tradução em outros idiomas.
Fale-me se, um mesmo beija-flor, seria capaz de polinizar  jardins campistas e curitibanos num só dia.
Fale-me se, em Curitiba, os aromas das flores (do branco ao lilás) chegam ao Céu de Manacá.

terça-feira, 10 de julho de 2012

ESPAÇO HELENA KOLODY




ESTRELA


Que Estrela sumiu no horizonte?
Que fonte secou?
O que morreu em mim?
A Poesia me deixou.


PRANTO


Às vezes soluço em mim,
Como se pranteia alguém
Que há muito deixou de existir.


SAUDADES


Um sabiá cantou
Longe, dançou o arvoredo.
Choveram saudades.


SEM POESIA


Que fonte secou?
Que sol se apagou em mim?
Fugiu-me a Poesia


PEQUENOS MOTIVOS


Súbitos silêncios,
Palavras inesperadas,
Geram decisões.


PARA NÃO TE ESQUECER


Ontem, vi alguém
Que tinha os seus olhos
E voltei a sofrer.
Era como se os tivesse deixado
Deste lado
Para eu não te esquecer


NUNCA E SEMPRE


Sempre cheguei tarde ou cedo demais.
Não vi a felicidade acontecer.
Nunca floresceram
Em minha primavera
As rosas que sonhei colher.
Mas, sempre os passarinhos
Cantaram 
E fizeram ninhos
Pelos beirais do meu viver.



HELENA KOLODY (1912 — 2004). Nasceu em Cruz Machado (PR), em 12 de outubro de 1912, e faleceu em Curitiba (PR), em 15 de fevereiro de 2004.

segunda-feira, 9 de julho de 2012


Inscrições abertas para o Prêmio Paraná de Literatura 2012

Em sua primeira edição, o concurso vai selecionar livros inéditos, de autores de todo o País, nas categorias romance, contos e poesia 

Prêmio Paraná de LiteraturaA Secretaria da Cultura do Paraná, por meio da Biblioteca Pública do Paraná, lança o Prêmio Paraná de Literatura 2012. Em sua primeira edição, o concurso vai selecionar livros inéditos, de autores de todo o País, em três categorias que homenageiam figuras importantes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody). 

O vencedor de cada categoria receberá R$ 40 mil e terá sua obra publicada pela Biblioteca Pública do Paraná, com tiragem de mil exemplares. Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros. As obras concorrentes serão avaliadas por uma comissão julgadora formada por um presidente e nove membros (três em cada categoria). 

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 31 de agosto deste ano. O resultado será divulgado na primeira quinzena de dezembro. O edital do Prêmio Paraná de Literatura 2012 está disponível nos sites da Secretaria de Estado da Cultura e da Biblioteca Pública do Paraná
Fonte: BPP


Deixa eu falar: Irei arriscar a inscrição. " Quem não arrisca não petisca"

RUBENS FIGUEIREDO É O QUINTO CONVIDADO DO PROJETO "UM ESCRITOR NA BIBLIOTECA"

   O premiado escritor e tradutor carioca Rubens Figueiredo é o convidado de julho do projeto "Um escritor na Biblioteca". O encontro acontece no dia 17 de julho, às 19 horas, no Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná. A mediação do papo será feita pelo escritor e jornalista Luís Henrique Pellanda.
   Rubens Figueiredo nasceu no Rio de Janeiro em 1956. Formado em letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, é professor de tradução literária. Seu livro de contos As palavras secretas ganhou o Prêmio Jabuti em 1998, enquanto seu mais recente romance, O passageiro do fim do dia, venceu os prêmios Portugal Telecom e São Paulo de Literatura, todos em 2011.
   Além de ficcionista, Figueiredo é reconhecido por seu trabalho como tradutor, principalmente da literatura de língua inglesa e russa. Já traduziu mais de 40 obras, com destaque para as primeiras traduções diretamente do russo lançadas no Brasil das obras-primas de Leon Tolstói, Anna Karienina Guerra e paz, pela editora Cosac Naify.
   Figueiredo é o quinto convidado do projeto neste ano, que já trouxe Fernando Morais, Joca Terron, Domingos Pellegrini e Lourenço Mutarelli. Retomado em 2011, "Um escritor na Biblioteca" é uma reedição do projeto homônimi de literatura da BPP. A TV E-Paraná grava e transmite os eventos em sua grade de programação. O próximo encontro está marcado para o dia 14 de agosto, com o escritor Luiz Vilela.

Serviço
Um Escritor na Biblioteca - Rubens Figueiredo
Data : 17 de julho ( terça-feira)
Horário : 19h.
Local : Auditório Paul Garfunkel, no segundo andar da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133, Centro, Curitiba-PR)
Mais informações : (41) 3221-4900
Entrada Franca

Lançado na FLIP¹ o livro " Sagrada Família " que Zuenir² , aos 81 anos, ousou ficcionar e escrever seu primeiro romance‏



"Já sabem do novo livro que Zuernir lançou na Flip desse ano: Sagrada Família? Aos 81 anos, ele ousa escrever sua primeira obra de ficção. Trata-se de um romamce de memória, em estilo rodriguiano. Acabei de lê- lo hj. Recebi o livro ontem pela submarino, onde está com preço promocional. Lá , encontrei Tia Alice, Tia Aurora, Tia Guida, Tio birinho( os avós do Laércio de "A Voz da Serra",Mamãe( Noca), Cocota(minha avó), Mana,Tia Aurora, Tia Sinhá (famosa pof\\ª D Ercília( que alfabetizou toda a família  \ventura daquela época),Chichico, seu marido, Edwin e Lucas Wyatt, eu, José Carlos, Anna Carla, todos, é claro, com nomes fictícios ,e a maioria do enredo é ficção mesmo. Muito embora, eu ha mais ou menos uns quinze anos atrás, haja doado a ele subsídios da realidade cultural da Nova Friburgo dos anos quarenta, ele cria e recria num estilo até, na minha análise mais de Jorge Amado e prá  Garcia (em Cem Anos de Solidão), do que propriamente num estilo Nelson Rodrigues. A gente ri muito, a gente chora muit!!!!!. Considerei o livro maravilhoso! Avise a sua mãe, ao Zé  e a seus Recomende aos seus amigos e amigas quegostem de histórias picantes, escondidas e disfarçadas em comportamentos pseudo- éticos e preconceituosos daquela época que vivia , também , um momento político conturbado co a 2ª Guerra Mundial até a ditadura Vargas e seus efeitos danosos à cultura nacional.
Comprem logo, leiam logo. Nós, principalmente os friburguenses., precisamos trocar idéias por essa época que antecipou os anos dourados no Brasil! ..Bjks."

Anna Maria Siqueira por e-mail

1- Feira Literária Internacional de Paraty - RJ
2- Zuenir Carlos Ventura (Além Paraíba, 1 de junho de 1931) é um jornalista escritor brasileiroÉ colunista do jornal O Globo.Ganhou o Prêmio Jabuti em 1995, na categoria reportagem, pelo livro Cidade Partida.
Seu livro 1968: o Ano que Não Terminou serviu de inspiração para a minissérie Anos Rebeldes, produzida pela Rede Globo.

domingo, 8 de julho de 2012


CONFESSO QUE VIVI - PABLO NERUDA


“Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.
Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.
Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”
Pablo Neruda: pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto (Parral12 de Julho de 1904 — Santiago23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México. Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 6 de julho de 2012


Informações: http://www.proec.ufpr.br/festival2012/
COPACABANA, PURA POESIA
(Rita Costa)



E lá vem ele exuberante,...
mais um dia de sol quente,
nem precisa ser verão.
Chegam de todos os lados,
moradores ou não,
rede cheia, corpos morenos.
De um lado para o outro,
isopor na mão,
cadeiras coloridas.
Na areia, meninas:
a recatada e a perdida,
ninguém sabe,
ninguém liga,
nem importa se é ou não!
O joguinho de cartas,
o papo descontraído,
cerveja gelada,
nunca é dia perdido.
Entre os prédios a benção divina;
de braços abertos ele ilumina,
diversidade de cores e de sabores,
flertes, olhares,... amores.
Na beira, a observar
contornos a caminhar,
sobe a fumaça pelo ar.
Crianças correm para a espuma,
mães neuróticas a gritar,
o dia rola,...
termina.
Ai que dia!
Copacabana, pura poesia.
- Aí valeu! E amanhã, você vai vir?
- Claro que sim!
- Volto para curtir,...
onde o mundo vem se divertir



(Ilustração: Bruno Borges)