Eu estava pensado, “aqui com os meu butões”,
sobre o fato de ser uma pessoa que deixa transparecer tudo o que tem dentro de
mim. Até parece que vivo no interior de uma cabine de raio X, 365 dias por ano,
onde todos podem assistir a tudo o que sinto. Isso não me incomoda, de jeito
nenhum. Eu não nasci para viver somente para mim. Eu não consigo esconder
nenhuma de minhas emoções.
Eu já fiquei feliz ao comprar um carro. Todos
presenciaram.
Eu já chorei por doença na família, por perda
de um ente querido. Todos presenciaram.
Eu já amei novos e velhos amores. Todos
presenciaram.
Eu já vivi a vida de outras pessoas. Todos
presenciaram.
Este ano, eu já oscilei entre felicidade
esfuziante, choro noturno, sorriso matinal e depressão maldita. Todos
presenciaram.
Eu fiquei frustrada ao tentar colocar um
passado no presente. Todos presenciaram.
Agora, tentarei colocar cada tempo verbal em
seu tempo: pretérito passado- ontem; presente do indicativo- hoje; futuro do
presente- amanhã.
Confesso que ainda sou e estou nostálgica de
um passado muito, muito longínquo.
Hoje, o meu coração, de tanto amar, tornou-se
transparente. Muitos podem ver, mas somente EU posso sentir.

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