Saudades de Campos
Desde que comecei a escrever, tornei-me uma viciada incurável. Para isso, não há reza forte que dê jeito e não adianta "joelho no chão, jejum e oração".
Escrever é um modo de amenizar a falta que sinto das minhas raízes.
Tornei-me curitibana? Não sei.
O silêncio aqui é ensurdecedor. Porém, apaziguador.
Os dias e noites gelados são cruéis para a solidão.
Sou uma campista com saudade de gente campista.Por aqui, tento saciar um pouco desse sentimento que não sei explicar e que não há nem tradução em outros idiomas.
Fale-me se, um mesmo beija-flor, seria capaz de polinizar jardins campistas e curitibanos num só dia.
Fale-me se, em Curitiba, os aromas das flores (do branco ao lilás) chegam ao Céu de Manacá.

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