Roubo o seu amor com o meu abraço. Não falo, faço Quando amo, não disfarço Sou forte, sou puro aço. Minhas promessas? Não desfaço.
(Jane Amaral)
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
"Hoje acordei meditabundo. Uma leve nostalgia levantou-se comigo. Pensei, não tenho mais daqui pra frente, o mesmo tempo que já vivi até agora. Mesmo com a longevidade que a Ciência conseguiu. Lembrei, então, que, contudo, ainda tenho tempo suficiente para me render às coisas novas e fazer o que me arrependi de não ter feito."
A majestosa araucária, te tão exuberante, recebe o meu respeito. É imponente, marcante e um dos símbolo do Paraná. Estou no reino delas e, como vassala, reverencio. Mas ela já sussurra que vai chover. (Jane Amaral)
Quisera eu silenciar-me diante do seu silêncio Não consigo. Minhas palavras de amor São peneiradas e separadas Como joio do trigo. Quisera eu sentar no seu jardim, Mas as flores de manacá São espinhos na minha carne. Pecado imperdoável eu cometi: De não ter regado a sua semente. (Jane Amaral)
Eu me importo com alguém Não importa se está
longe, Se não pensa em mim, Não importa se não
se importa comigo. Não me importa se o
tempo te envelheceu.
Não
me importo com o seu amor ou desamor
Nem
da melancolia que chama a depressão. Eu me importo com
você, No seu canto; calado, chorando ou
sofrendo. Talvez hoje esteja sorrindo e escrevendo. Isso também me importa.
O sol brilhante em Curitiba é prato cheio para as manchetes dos jornais. No final de semana, as praças e parques ganharam mais alegria com bicicletas, skates, caminhadas. Os curitibanos saúdam o sol. Hoje, um vento forte e quente vem digladiando desde cedo com o astro rei. Nesta luta, sinto informar que entrará um terceiro fenômeno para apaziguar: a senhorita chuva. Foi o que disse a mocinha do tempo. Chuva doce sol, vento doce chuva.
Isso energiza o meu dia: Poesia para quem sabe escrever Poesia.
A Poesia não precisa do poeta. Quando muito de suas mãos. Ela sempre vem pronta grandiosa ou pequenina. Pode ser o crepúsculo com suas bandeiras vermelhas, pode ser o despertar de uma menina.
FLF - 10/11/13, ao som de Céu de Santo Amaro, letra de Flavio Venturini e a grande musica de Sebastião Bach)
Hoje eu não "danço conforme a música", não "deixo a vida me levar", não "vou aonde você for"... A música está conforme a minha dança; a minha vida, eu mesma estou no leme e você, seja bem-vindo. Venha onde eu estiver. É momento de reflexão na minha ex vida nômade. (Jane Amaral)
O friozinho desde ontem antecipou a chuva fininha que cai lá fora hoje. Os pingos acumulados nas calhas, caem com força na minha calçada. O som é de uma canção de ninar. É bom de ouvir, é bom de dormir. (Jane Amaral)
Eu convido a todos a visitarem a nova página do Poetinha campista mais Poeta da atualidade, Fernando Leite Fernandes. Lindíssimos; pessoa e obras. (peço sua permissão, FLF)
São nos momentos de solidão que eu posso refletir sobre a vida e recuperar a minha paz interior. Afinal, é na adversidade que encontro respostas para as minhas dúvidas. A solidão, ao contrário do que muitos pensam, não é minha inimiga. Ela é recheada de detalhes e surpresas boas.
Colho os pingos de chuva e transformo num espelho d’água. Minha poça, meu mar. Dobro a poesia, desdobro o meu barquinho. Remo, reme... Puxo sorriso, mergulho a dor. Tempestade, não roube a minha solidão. (Jane Amaral)
As pérolas da minh'alma, serpenteiam ao meu redor. A beleza faz tecer o sorriso no rosto. Emano luz. Vibro alegria. Esse é o meu dom. A noite esconde a sua alma, sua aura empalidece, apodrece. A sombra não te deixa sorrir. Pobre cegueira. Triste ser. Esse é o seu martírio. (Jane Amaral)
Do céu manacá, Fugiu a sabiá. Repousou sua cansada asa Na porta da minha casa. Lá no muro, no cantinho Teceu um belo ninho. Comigo, Não se importa a sabiá, Voando de lá pra cá. (Jane Amaral)
Quer falar? Te dou voz Quer voar? Use de suas próprias asas que um dia te dei Quer pousar? Procure um coração fértil O meu já não te basta. Tornou-se rochoso. (Jane Amaral)
Ilustração: Bruno Borges
Eu não sou eu mesma se não houver uma batalha para guerrear. Deus, minhas armas e meu Anjo escudeiro, por favor.Eu não sou eu se não houver uma batalha para guerrear. Deus, minhas armas e meu Anjo escudeiro, por favor.
No sossego da minha solidão e na felicidade de estar comigo novamente. Ouço a minha própria respiração. Respiro e aspiro um ar gelado e saudoso. Estou novamente na minha casa. Boa noite, Curitiba.
Sob luzes mágicas, construo o meu sono. É assim que a minha aura celestial balbucia, quase inaudível, a cantiga de ninar; dorme, dorme, menina...dorme... (Jane Amaral)
A empresa de contact center Atento Brasil lançou mais uma campanha de ''Caça ao Gerundismo'' para teleoperadores da unidade na Praça da República, zona central de São Paulo. A campanha começa com uma aula de Português e culmina com o dia ''D'', quando os atendentes conhecem os ''caçadores do gerundismo'', numa encenação que utiliza elementos lúdicos para ensiná-los. Desde o ano passado, a empresa vem implementando um programa que visa a combater o uso excessivo do gerúndio em suas unidades de operação.
Infelizmente, atendentes de call center (a maioria) empregam o português incorretamente e sofrem de um nervosismo absurdo. Um deles, antes que eu concluísse, desligou. Outro alterou-se sem motivo. O que fazer com essa turma? Já ouvi as expressões:' a senhora pode estar anotando o nº de protocolo?'; ' a senhora pode reiniciar novamente o seu equipamento'.
Vou lá embriagar-me com o carinho do meu aconchego. No silêncio das paredes, A madrugada é gelada e já vem outro dia. Alguém para conversar? Não quero. Quero encostar a minha cabeça no colo da calada madrugada, cobrir-me com a doce solidão. Ressono ao som dos galhos secos em meu telhado. É assim que me aqueço É assim que durmo no meu presente.
Tudo o que um dia sonhei Pra preencher o vazio Destilada das nuvens, uma estrela cadente Apareceu como em sonho e amortizou o veneno Que me lançava a solidão Que condenava-me ao ermo
Agora que tenho você Conheço todo o mistério Que envolve os amantes e diz respeito aos ciganos Que tem no amor o encanto e move os nossos desejos Que aflora de nossa intenção Que mora na nossa canção. Ilustração: Bruno Borges Deixa eu falar: Clínio Amaral é minha carne, meu sangue, meu irmão. O poema foi musicado por ele mesmo. Pena que não consegui salvar o áudio aqui, mas vou dar outro jeito de postar porque a música é linda e aconchegante. A ilustração é do meu sobrinho (primogênito), Bruno Borges, que empresta o seu talento no Brasil e exterior.
O ipê derramou as flores e um tapete amarelo formou-se sob os pés do menino capixaba. O inverno despediu-se dos curitibanos. Hoje é primavera e o menino privilegiado é o meu (mais novo) amigo, Rodrigo Siqueira. Obrigada pela linda foto.
" Quando você vai embora, leva a calma da casa e deixa sem vontade de voar as gaivotas que eu tenho no coração." (Fernando Leite)
Deixa eu falar: Hoje é aniversário deste Poeta campista. Falo campista porque o conheci em Campos-RJ, mas muitos falam que ele nasceu em São Fidélis-RJ. Isso não importa. O que realmente importa é que ele consegue transformar uma simples Flor de Manacá em poesia; um simples olhar, em palavras que nunca se apagam. Ele tem a minha admiração. Sempre teve. Que Deus te abençoe sempre, Poeta Fernando Leite Fernandes.
Silenciou
Numa noite escondida, vejo árvores dançando com o vento gelado. Fecho os olhos e deixo a brisa congelar o meu rosto. A Planície está silenciosa. Não há lua nem barulhos nem pessoas na praça Apenas amores fugazes e esquecidos.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Avesso Sopro o vento Canto o mar Pinto o universo Sou hoje o inverso Do seu verso Conjugo um verbo Que atiça a tempestade. Sou o temor Da dor Que castiga o amor. (Jane Amaral)
A Minha Oração
A minha vergonha me impede de clamar.
Os meus ombros pesam.
As lições são como chibatas
Que ardem no meu corpo velho e suado.
O arbítrio é o meu horror.
Como nômade,
Por longas estradas perambulei.
Cansada,
Por belas cidades pernoitei
E em quantas pedras eu já pisei...
Sob a Tua noite, sob o Teu céu,
Eu dobro os meus joelhos,
Levanto as minhas calejadas mãos
E ponho o meu rosto em terra.
Aceita, Senhor
O meu silêncio como penitência.
(Jane Amaral)
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Também
Mulher
Com facão no ombro,
parte para a lida Na ida, pega a
marmita Que cansaço! No braço, o inchaço
da cana Na cama, não dói a ferida Esquece de ser boia-fria. Que dia, Maria. Que dia... (Jane Amaral)
Vamos lá pessoal! Comparecer a esse abraço solidário ao Casarão do Asilo do Carmo (Campos RJ). Um Patrimônio Histórico de utilidade publica a serviço da velhice desamparada em nosso município há 109 anos.
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos — dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.