terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Certeza



Roubo o seu amor com o meu abraço.
Não falo, faço
Quando amo, não disfarço
Sou forte, sou puro aço.
Minhas promessas? Não desfaço.
(Jane Amaral)


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Hoje acordei meditabundo. Uma leve nostalgia levantou-se comigo.
Pensei, não tenho mais daqui pra frente, o mesmo tempo que já vivi até agora. Mesmo com a longevidade que a Ciência conseguiu.
Lembrei, então, que, contudo, ainda tenho tempo suficiente para me render às coisas novas e fazer o que me arrependi de não ter feito." 
(Fernando Leite)


Salve!

A majestosa araucária, te tão exuberante, recebe o meu respeito. É imponente, marcante e um dos símbolo do Paraná. Estou no reino delas e, como vassala, reverencio. Mas ela já sussurra que vai chover.
(Jane Amaral)


Frase

Eu só queria dormir e acordar depois de amanhã.
(Jane Amaral)



Triste


Quisera eu silenciar-me diante do seu silêncio
Não consigo.
Minhas palavras de amor
São peneiradas e separadas
Como joio do trigo.
Quisera eu sentar no seu jardim,
Mas as flores de manacá
São espinhos na minha carne.
Pecado imperdoável eu cometi:
De não ter regado a sua semente.

(Jane Amaral)


Furto


Uma flor roubada não precisa ser adubada. Ora, ora; afinal, são onze horas.
(Jane Amaral)


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Preocupação


Eu me importo com alguém
Não importa se está longe,
Se não pensa em mim,
Não importa se não se importa comigo.
Não me importa se o tempo te envelheceu.
Não me importo com o seu amor ou desamor
Nem da melancolia que chama a depressão.
Eu me importo com você,
No seu canto; calado, chorando ou sofrendo.
Talvez hoje esteja sorrindo e escrevendo.
Isso também me importa.
 (Jane Amaral)


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Notícia


O sol brilhante em Curitiba é prato cheio para as manchetes dos jornais. No final de semana, as praças e parques ganharam mais alegria com bicicletas, skates, caminhadas. Os curitibanos saúdam o sol. Hoje, um vento forte e quente vem digladiando desde cedo com o astro rei. Nesta luta, sinto informar que entrará um terceiro fenômeno para apaziguar: a senhorita chuva. Foi o que disse a mocinha do tempo. Chuva doce sol, vento doce chuva.


Entre o ócio e o amor


Eu quero uma rede e uma brisa morna; um café e um beijo santo; uma chegada e um abraço manso, mansinho...
(Jane Amaral)


Isso energiza o meu dia


Isso energiza o meu dia: Poesia para quem sabe escrever Poesia.
A Poesia não precisa do poeta.
Quando muito de suas mãos.
Ela sempre vem pronta grandiosa ou pequenina.
Pode ser o crepúsculo com suas bandeiras
vermelhas,
pode ser o despertar de uma menina.

FLF - 10/11/13, ao som de Céu de Santo Amaro, letra de Flavio Venturini e a grande musica de Sebastião Bach)


Cochilo


Um vento forte me falou: boa noite, meu amor. Era a voz do meu amado. Sob forte encantamento, adormecemos. Não me desperte, por favor.
 (Jane Amaral)


Cansaço


Hoje eu não "danço conforme a música", não "deixo a vida me levar", não "vou aonde você for"... A música está conforme a minha dança; a minha vida, eu mesma estou no leme e você, seja bem-vindo. Venha onde eu estiver. É momento de reflexão na minha ex vida nômade.
 (Jane Amaral)


Distância




Se a saudade inundar
O meu travesseiro nesta noite,
Enviarei a ti
A flor regada com a lágrima
Quase derramada.
 (Jane Amaral)


Cantiga Molhada


O friozinho desde ontem antecipou a chuva fininha que cai lá fora hoje. Os pingos acumulados nas calhas, caem com força na minha calçada. O som é de uma canção de ninar. É bom de ouvir, é bom de dormir.
(Jane Amaral)


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Garoa


Sopra o vento, cai a chuva fininha, fininha
O ar gelado da noite cerra os meus olhos.
Penso, respiro fundo, penso
Tenho desejo de saudade.

(Jane Amaral)



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Quero colo


Um colo, um silêncio. Simplesmente isso e nada mais. Um colo alvo e um silêncio macio. (Jane Amaral)


sábado, 9 de novembro de 2013

Somente hoje...


Hoje eu queria morrer de amor
E ressuscitar dentro de você,
Correr por todo o seu coração e
Sentir a sua pulsação.
Hoje eu queria ser pensamento seu
Para saber como é pensar em mim.
Hoje eu queria morrer em você

Para ser a dor da sua saudade.

Ilustração: Bruno Borges


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Fernando Leite


Eu convido a todos a visitarem a nova página do Poetinha campista mais Poeta da atualidade, Fernando Leite Fernandes. Lindíssimos; pessoa e obras. (peço sua permissão, FLF)

http://fernandoleitefernandes.blogspot.com.br/



São nos momentos de solidão que eu posso refletir sobre a vida e recuperar a minha paz interior. Afinal, é na adversidade que encontro respostas para as minhas dúvidas. A solidão, ao contrário do que muitos pensam, não é minha inimiga. Ela é recheada de detalhes e surpresas boas.


Colho os pingos de chuva e transformo num espelho d’água.
Minha poça, meu mar.
Dobro a poesia, desdobro o meu barquinho.
Remo, reme...
Puxo sorriso, mergulho a dor.
Tempestade, não roube a minha solidão.
(Jane Amaral)
 





As pérolas da minh'alma, serpenteiam ao meu redor. A beleza faz tecer o sorriso no rosto. Emano luz. Vibro alegria. Esse é o meu dom. 
A noite esconde a sua alma, sua aura empalidece, apodrece. A sombra não te deixa sorrir. Pobre cegueira. Triste ser. Esse é o seu martírio.

(Jane Amaral)


Feliz é a Sabiá


Do céu manacá,
Fugiu a sabiá.
Repousou sua cansada asa
Na porta da minha casa.
Lá no muro, no cantinho
Teceu um belo ninho.
Comigo,
Não se importa a sabiá,
Voando de lá pra cá.

(Jane Amaral)


Basta!


Quer falar? Te dou voz
Quer voar?
Use de suas próprias asas que um dia te dei
Quer pousar?
Procure um coração fértil 

O meu já não te basta. Tornou-se rochoso.

(Jane Amaral)

Ilustração: Bruno Borges





Eu não sou eu mesma se não houver uma batalha para guerrear. Deus, minhas armas e meu Anjo escudeiro, por favor.Eu não sou eu se não houver uma batalha para guerrear. Deus, minhas armas e meu Anjo escudeiro, por favor.


Curitiba


No sossego da minha solidão e na felicidade de estar comigo novamente. Ouço a minha própria respiração. Respiro e aspiro um ar gelado e saudoso. Estou novamente na minha casa. Boa noite, Curitiba.


Chuvinha


O tempo conversava comigo através do barulho da chuva que caía no telhado de casa.
Hoje eu fiquei à mercê da preguiça.



Sublime Queda


Um dia eu voei alto
Cansei
Tentei voar e voar de novo
Pousei
Podaram as minhas asas
Caí.
(Jane Amaral)



Súplica


Deus meu, Deus meu
Espero o que não vejo
Com paciência, aguardo.



Cantiga

Sob luzes mágicas, construo o meu sono. É assim que a minha aura celestial balbucia, quase inaudível, a cantiga de ninar; dorme, dorme, menina...dorme...
(Jane Amaral)


sábado, 2 de novembro de 2013

Independência


Quer falar? Te dou voz
Quer voar?
Use de suas próprias asas que um dia te dei
Quer pousar?
Procure um coração fértil 
O meu já não te basta


Tornou-se rochoso.

Ilustração: Bruno Borges




sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Falta o sono


A madrugada conforta a minha criatividade e atiça os meus pensamentos. Se o sono não vem, penso, escrevo, penso.


Atento faz campanha de caça ao gerundismo



A empresa de contact center Atento Brasil lançou mais uma campanha de ''Caça ao Gerundismo'' para teleoperadores da unidade na Praça da República, zona central de São Paulo. A campanha começa com uma aula de Português e culmina com o dia ''D'', quando os atendentes conhecem os ''caçadores do gerundismo'', numa encenação que utiliza elementos lúdicos para ensiná-los. Desde o ano passado, a empresa vem implementando um programa que visa a combater o uso excessivo do gerúndio em suas unidades de operação.

Gerundismo

Está na hora de alguém fazer alguma coisa!! A praga do gerundismo contamina o Brasil.


Odeio Call Center

Infelizmente, atendentes de call center (a maioria) empregam o português incorretamente e sofrem de um nervosismo absurdo. Um deles, antes que eu concluísse, desligou. Outro alterou-se sem motivo. O que fazer com essa turma? Já ouvi as expressões:' a senhora pode estar anotando o nº de protocolo?'; ' a senhora pode reiniciar novamente o seu equipamento'.


Queda



Queda

Um dia eu voei alto
Cansei
Tentei voar e voar de novo
Pousei
Podaram as minhas asas
Caí.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Visão Noturna



Vou lá embriagar-me com o carinho do meu aconchego.
No silêncio das paredes,
A madrugada é gelada e já vem outro dia. 
Alguém para conversar? Não quero.
Quero encostar a minha cabeça no colo da calada madrugada,
cobrir-me com a doce solidão.
Ressono ao som dos galhos secos em meu telhado.
É assim que me aqueço
É assim que durmo no meu presente.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

De sonhos e Mistérios ( Clinio Amaral)



Tudo o que um dia sonhei
Pra preencher o vazio
Destilada das nuvens, uma estrela cadente
Apareceu como em sonho e amortizou o veneno
Que me lançava a solidão
Que condenava-me ao ermo

Agora que tenho você
Conheço todo o mistério
Que envolve os amantes e diz respeito aos ciganos
Que tem no amor o encanto e move os nossos desejos
Que aflora de nossa intenção
Que mora na nossa canção.


Ilustração: Bruno Borges

Deixa eu falar: Clínio Amaral é minha carne, meu sangue, meu irmão. O poema foi musicado por ele mesmo. Pena que não consegui salvar o áudio aqui, mas vou dar outro jeito de postar porque a música é linda e aconchegante. A ilustração é do meu sobrinho (primogênito), Bruno Borges, que empresta o seu talento no Brasil e exterior.

sábado, 28 de setembro de 2013

Esfriquentou


Frio...
Pés e mãos gelados.
Bom para dormir,
Bom para refletir.
Deito na minha cama.
A minha casa aquece.
Não penso em nada. 
O vazio é o meu cobertor. 

domingo, 22 de setembro de 2013

O ipê derramou as flores e um tapete amarelo formou-se sob os pés do menino capixaba

O ipê derramou as flores e um tapete amarelo formou-se sob os pés do menino capixaba. O inverno despediu-se dos curitibanos. Hoje é primavera e o menino privilegiado é o meu (mais novo) amigo, Rodrigo Siqueira. Obrigada pela linda foto.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Fog



O caminho não remove os limites
da força dos valentes.
Ainda que o medo surja como ladrão,
por um breve tempo pode permanecer.
Mas a razão virá como trovão,
Dissipando a poeira ameaçadora.
Ainda assim, não há quem faça
A sombra da muralha
Voltar a te cobrir.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Feliz aniversário, Fernando Leite

" Quando você vai embora, leva a calma da casa e deixa sem vontade de voar as gaivotas que eu tenho no coração."

(Fernando Leite)



Deixa eu falar: Hoje é aniversário deste Poeta campista. Falo campista porque o conheci em Campos-RJ, mas muitos falam que ele nasceu em São Fidélis-RJ. Isso não importa. O que realmente importa é que ele consegue transformar uma simples Flor de Manacá em poesia; um simples olhar, em palavras que nunca se apagam. Ele tem a minha admiração. Sempre teve. Que Deus te abençoe sempre, Poeta Fernando Leite Fernandes.
                                             
                                   

Silenciou

Numa noite escondida,
vejo árvores dançando com o vento gelado.
Fecho os olhos e deixo a brisa congelar o meu rosto.
A Planície está silenciosa.
Não há lua nem barulhos
nem pessoas na praça
Apenas amores fugazes e esquecidos.


quinta-feira, 18 de julho de 2013



Avesso

Sopro o vento
Canto o mar
Pinto o universo
Sou hoje o inverso
Do seu verso
Conjugo um verbo
Que atiça a tempestade.
Sou o temor
Da dor
Que castiga o amor.


(Jane Amaral)


                          A Minha Oração

A minha vergonha me impede de clamar.
Os meus ombros pesam.
As lições são como chibatas
Que ardem no meu corpo velho e suado.
O arbítrio é o meu horror.
Como nômade,
Por longas estradas perambulei.
Cansada,
Por belas cidades pernoitei
E em quantas pedras eu já pisei...
Sob a Tua noite, sob o Teu céu,
Eu dobro os meus joelhos,
Levanto as minhas calejadas mãos
E ponho o meu rosto em terra.
Aceita, Senhor
O meu silêncio como penitência.
(Jane Amaral)


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Também Mulher

Com facão no ombro, parte para a lida
Na ida, pega a marmita
Que cansaço!
No braço, o inchaço da cana
Na cama, não dói a ferida
Esquece de ser boia-fria.
Que dia, Maria. 
Que dia...


(Jane Amaral)



Vamos lá pessoal! Comparecer a esse abraço solidário ao Casarão do Asilo do Carmo (Campos RJ). Um Patrimônio Histórico de utilidade publica a serviço da velhice desamparada em nosso município há 109 anos.




Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

(Adélia Prado)