Eu tenho uma rival que insiste em atravessar o meu caminho. Ela chega sorrateiramente, é cruel, maldita, mortal. Vez ou outra ataca e rouba pessoas de mim. Quantos amores meus cederam ao seu encanto, ao seu silêncio, à sua escuridão disfarçada e ao seu canto melodioso e hipnótico! Quantas vezes eu já arranquei pessoas de seus braços, mas ela sempre volta e as arranca de novo e de novo de mim. Ela cria um mundo solitário e não me deixa tocar; cria barreiras e sou esquecida. Ah, maldita depressão, até quando terei que lutar para que solte os amores que roubaste de mim? Até quando...até quando...

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